{"id":1859,"date":"2024-08-08T15:51:28","date_gmt":"2024-08-08T18:51:28","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/?p=1859"},"modified":"2024-08-08T15:53:06","modified_gmt":"2024-08-08T18:53:06","slug":"cura-amazonia-duhigo-e-rember-iniciam-pinturas-nas-empenas-dos-edificios-monaco-e-monte-carlo-dia-7-de-agosto","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/index.php\/2024\/08\/08\/cura-amazonia-duhigo-e-rember-iniciam-pinturas-nas-empenas-dos-edificios-monaco-e-monte-carlo-dia-7-de-agosto\/","title":{"rendered":"CURA AMAZ\u00d4NIA: Duhig\u00f3 e Rember iniciam pinturas nas empenas dos edif\u00edcios M\u00f4naco  e Monte Carlo, dia 7 de agosto"},"content":{"rendered":"<p dir=\"ltr\"><strong>Rember Yahuarcani &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p dir=\"ltr\" style=\"text-align: center;\"><strong><em>Os pr\u00e9dios, localizados no Centro de Manaus, passam a compor<\/em><\/strong><br \/>\n<strong><em>Mirante de Arte Mural Amaz\u00f4nica<\/em><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Nesta quarta-feira (7\/8), o Mirante de Arte Mural Amaz\u00f4nica, criado pelo Circuito Urbano de Arte \u2013 CURA AMAZ\u00d4NIA, em 2023, e com vista do Largo S\u00e3o Sebasti\u00e3o, bairro Centro, zona sul de Manaus, se prepara para receber os artistas Duhig\u00f3 e Rember Yahuarcani, que ir\u00e3o iniciar as pinturas das empenas dos edif\u00edcios M\u00f4naco e Monte Carlo, respectivamente, localizados na avenida Get\u00falio Vargas. As obras ficar\u00e3o prontas no dia 17 de agosto, quando estreia na cidade. Em Belo Horizonte, o projeto confirma a data de 17 a 27 de outubro.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Com o patroc\u00ednio master da Shell, o CURA AMAZ\u00d4NIA convoca a capital do Amazonas para viver, ao longo de 11 dias, mais uma transforma\u00e7\u00e3o inspiradora da paisagem. Respons\u00e1vel pela empena do edif\u00edcio M\u00f4naco, Duhig\u00f3, nascida na aldeia Paricachoeira, munic\u00edpio de S\u00e3o Gabriel da Cachoeira (distante 852 quil\u00f4metros de Manaus), \u00e9 filha de pai Tukano e m\u00e3e Dessana.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em Manaus desde 1995, Duhig\u00f3 concluiu o curso de Pintura na Escola de Arte do Instituto Dirson Costa de Arte e Cultura da Amaz\u00f4nia, em 2005, e se tornou a primeira ind\u00edgena da etnia Tukano a se profissionalizar nas artes visuais. De l\u00e1 para c\u00e1, em suas obras, ela busca expressar a mem\u00f3ria do seu povo e seus ancestrais para que a cultura Tukano n\u00e3o desapare\u00e7a.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">O CURA \u00e9 um dos maiores festivais de arte p\u00fablica do Brasil, com oito edi\u00e7\u00f5es no total &#8211; sete em Belo Horizonte e uma em Manaus, sendo 26 murais em empenas j\u00e1 realizados e 4 mirantes de arte urbana. Criado em 2017, presenteou a capital mineira com seu primeiro circuito de pintura em empenas e o primeiro mirante de arte urbana do mundo. Sua cole\u00e7\u00e3o conta com os murais mais altos pintados por mulheres na Am\u00e9rica Latina e quatro murais de artistas ind\u00edgenas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Import\u00e2ncia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">J\u00e1 em 2018, ela se tornou a primeira artista Tukano a participar da Bienal Naifs do Brasil, a mais importante da Am\u00e9rica Latina, onde tamb\u00e9m exp\u00f4s seu trabalho no ano de 2020. Em 2019 e 2020, ela tamb\u00e9m participou da exposi\u00e7\u00e3o itinerante \u2018VaiV\u00e9m\u2019, que circulou pelo Centro Cultural Banco do Brasil, em S\u00e3o Paulo, Belo Horizonte e Distrito Federal. Com a obra \u2018Nep\u0169 Arquep\u0169\u2019 (\u2018Rede Macaco\u2019, na l\u00edngua Tukano), ela narra uma cena da sua inf\u00e2ncia que ficou guardada na mem\u00f3ria: o ritual de nascimento de um beb\u00ea Tukano.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">A obra foi adquirida por colecionadores, que a doaram para o Museu de Arte de S\u00e3o Paulo Assis Chateaubriand, o Masp. Assim, ela se torna a primeira mulher ind\u00edgena amazonense a integrar o acervo do mais importante museu da Am\u00e9rica Latina e do Hemisf\u00e9rio Sul. Em 2022, Duhig\u00f3 entra para o acervo da Pinacoteca do Estado de S\u00e3o Paulo, com a obra \u2018M\u00e1scara de Ritual I\u2019, e em 2024, participa no Pavilh\u00e3o da Bol\u00edvia na Bienal de Veneza, o mais tradicional e importante evento de artes visuais do mundo.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Quando perguntada sobre o poder da sua arte, ela se volta aos ancestrais. \u201cNa minha vida, busquei, por meio do meu esp\u00edrito, lembran\u00e7as dos antepassados. E o que pe\u00e7o \u00e9 for\u00e7a para que possa trazer coisas boas para a nova gera\u00e7\u00e3o. Minha arte \u00e9 um canal pra mostrar minha mente espiritual, dos meus antepassados\u201d, comenta ela.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Pot\u00eancia<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Respons\u00e1vel pela empena do edif\u00edcio Monte Carlo, Rember Yahuarcani nasceu em Pebas, um distrito de Loreto, no Peru. Desde 2003, ele exibe individual e coletivamente em museus e galerias de arte na Am\u00e9rica Latina, Am\u00e9rica do Norte, Europa e \u00c1sia e, em 2024, comp\u00f4s a Bienal de Veneza, al\u00e9m de atuar como curador.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ao chegar nesses espa\u00e7os, potencializada por um movimento, uma corrente global de artistas, produtores, curadores e pensadores, a arte ind\u00edgena tem sido uma poderosa ferramenta coletiva que prop\u00f5e novos par\u00e2metros para revisitar os c\u00e2nones e possibilitando uma reflex\u00e3o a respeito do que tem sido os \u00faltimos s\u00e9culos de apropria\u00e7\u00e3o das est\u00e9ticas, mitos, conhecimentos e medicinas.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Rember se junta a esta corrente e faz da arte ind\u00edgena seu espa\u00e7o de autorrepresenta\u00e7\u00e3o, o primeiro espa\u00e7o, segundo ele, em que foi permitido aos ind\u00edgenas falar em primeira pessoa. O artista acredita que a arte, em especial, a pintura, permite a transmiss\u00e3o da voz dos ancestrais, em cada palavra, gesto e tra\u00e7o. Em sua obra, s\u00e3o os antepassados que falam em primeira pessoa. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como convidar ao est\u00e9tico se n\u00e3o se fala de materiais e poderes invis\u00edveis porque a arte ind\u00edgena transporta o conhecimento dos nossos ancestrais\u201d, conta.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Artista autodidata, Rember nasceu em fam\u00edlia de artistas, carrega a t\u00e9cnica e as cosmovis\u00f5es de seus antepassados. \u00c9 na cosmologia Uitoto que ele encontra inspira\u00e7\u00e3o, principalmente nas cosmologias relacionadas ao cl\u00e3 Aymen\u00fa, ao qual pertence. \u201cMinha obra \u00e9 tudo o que vejo na floresta\u201d.\u00a0 Em suas telas, est\u00e1 expressa a vis\u00e3o que oferece a floresta, seus mitos e hist\u00f3rias, onde se encontram todas as respostas. S\u00e3o conhecimentos vivos e em constante transforma\u00e7\u00e3o, em que n\u00e3o se separa o material e o imaterial, o vis\u00edvel e o invis\u00edvel.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Primeira edi\u00e7\u00e3o &#8211; Manaus<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Em sua estreia na cidade, em 2023, o CURA AMAZ\u00d4NIA pediu licen\u00e7a para entrar no territ\u00f3rio hist\u00f3rico do Largo S\u00e3o Sebasti\u00e3o, complexo arquitet\u00f4nico que abriga o patrim\u00f4nio brasileiro. L\u00e1, semeou pensamentos e imagens germinantes com saberes dos povos ind\u00edgenas da Amaz\u00f4nia.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Aliando-se \u00e0 cena local de arte urbana, o CURA, tamb\u00e9m em 2023, transformou duas empenas em murais de arte, com obras dos artistas ind\u00edgenas: Denilson Baniwa, nascido em Barcelos (AM), e Olinda Silvano, do Peru. Trouxe ainda as &#8220;Entidades&#8221;, uma instala\u00e7\u00e3o do roraimense Jaider Esbell. Com eles, saberes e mist\u00e9rios habitaram o Largo S\u00e3o Sebasti\u00e3o.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">N\u00fameros<\/p>\n<p dir=\"ltr\">De acordo com a organiza\u00e7\u00e3o do CURA, ao longo dos dez dias de programa\u00e7\u00e3o, em 2023, foram 790 metros quadrados de \u00e1rea pintada, e impactou 10 mil pessoas por meio da promo\u00e7\u00e3o de arte e cultura. Ainda de acordo com a organiza\u00e7\u00e3o do festival, 40 pessoas foram contratadas de forma direta (produ\u00e7\u00e3o, comunica\u00e7\u00e3o e pintura), sendo 75% profissionais de Manaus e os demais de Belo Horizonte (local de cria\u00e7\u00e3o do CURA) e outras regi\u00f5es.<\/p>\n<p dir=\"ltr\">Ainda durante os tr\u00eas dias de programa\u00e7\u00e3o paralela, foram 15 horas de atividades, com oito atra\u00e7\u00f5es musicais locais, 15 expositores criativos, tr\u00eas rodas de conversa com 14 convidados \u2013 dentre pesquisadores, artistas, ativistas, representantes do poder p\u00fablico e de festivais de arte urbana \u2013 impactando mais de 1.500 pessoas de forma direta.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Rember Yahuarcani &#8211; Divulga\u00e7\u00e3o. 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