{"id":760,"date":"2022-06-15T15:58:58","date_gmt":"2022-06-15T18:58:58","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/?p=760"},"modified":"2022-06-15T16:17:46","modified_gmt":"2022-06-15T19:17:46","slug":"fotos-colorizadas-por-artista-brasileira-dao-nova-vida-a-momentos-iconicos-do-deslocamento-forcado-no-mundo","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/index.php\/2022\/06\/15\/fotos-colorizadas-por-artista-brasileira-dao-nova-vida-a-momentos-iconicos-do-deslocamento-forcado-no-mundo\/","title":{"rendered":"FOTOS COLORIZADAS POR ARTISTA BRASILEIRA D\u00c3O NOVA VIDA A MOMENTOS IC\u00d4NICOS DO DESLOCAMENTO FOR\u00c7ADO NO MUNDO"},"content":{"rendered":"<p><strong>BS_Labirinto M\u00e1gico &#8211; Foto Andr\u00e9 Usagi.<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400; text-align: center;\"><strong><em>COLORISTA DIGITAL MARINA AMARAL RESGATA IMAGENS DOS ARQUIVOS DO ACNUR PARA MOSTRAR QUE TODAS AS PESSOAS T\u00caM DIREITO A PROTE\u00c7\u00c3O EM QUALQUER TEMPO E LUGAR<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Imagens hist\u00f3ricas dos arquivos do ACNUR (Ag\u00eancia da ONU para Refugiados) em Genebra ganharam uma nova dimens\u00e3o nas m\u00e3os da artista brasileira Marina Amaral, especializada em adicionar cores a fotografias em preto e branco. Por meio do projeto \u201cA Cor da Fuga\u201d, Marina coloriu digitalmente 12 imagens que mostram situa\u00e7\u00f5es ic\u00f4nicas do deslocamento for\u00e7ado no mundo ao longo das \u00faltimas sete d\u00e9cadas, no momento em que se registra um recorde global de 100 milh\u00f5es de pessoas refugiadas ou deslocadas \u00e0 for\u00e7a devido a conflitos, guerras e persegui\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Dispon\u00edveis em\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2022\/06\/07\/a-cor-da-fuga\/\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2022\/06\/07\/a-cor-da-fuga\/&amp;source=gmail&amp;ust=1655402786499000&amp;usg=AOvVaw2F5HUqeE6UVZgFx1hYcZOT\">https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2022\/06\/07\/a-cor-da-fuga\/<\/a>, as fotos retratam pessoas em busca de prote\u00e7\u00e3o internacional desde a 2\u00aa Guerra Mundial, evento que levou a comunidade internacional a adotar a \u00a0Conven\u00e7\u00e3o da ONU de 1951 \u2013 que estabeleceu o conceito de pessoa refugiada e se tornou o principal instrumento legal para prote\u00e7\u00e3o internacional desta popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">O projeto est\u00e1 sendo divulgado globalmente \u00e0s v\u00e9speras do Dia Mundial do Refugiado (20 de junho), cujo tema este ano \u00e9 \u201cSeja quem for, seja quando for, seja onde for: todas as pessoas t\u00eam direito a buscar prote\u00e7\u00e3o\u201d.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">As fotos revelam, entre outras situa\u00e7\u00f5es, pessoas refugiadas da Arg\u00e9lia na Tun\u00edsia (em 1959), ruandeses em campos de refugiados em Uganda (1964), refugiados angolanos em Botsuana (1969), vietnamitas chegando de barco na Mal\u00e1sia (em 1978) e crian\u00e7as do Laos refugiadas na Argentina (em 1983).<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cAs pessoas refugiadas s\u00e3o, na verdade, homens, mulheres, crian\u00e7as, indiv\u00edduos e seres humanos. N\u00e3o s\u00e3o personagens congelados em uma foto. Ainda que os contextos e tempos hist\u00f3ricos mudem, essa consci\u00eancia n\u00e3o pode se perder. Espero que as fotos coloridas ajudem nesse entendimento e nessa humaniza\u00e7\u00e3o que pode acabar se perdendo no monocrom\u00e1tico. Me associar ao ACNUR para contar parte dessa hist\u00f3ria \u00e9 uma honra\u201d, afirma a artista brasileira, que aos 27 anos de idade \u00e9 reconhecida mundialmente por seu trabalho e j\u00e1 colaborou com importantes museus e publica\u00e7\u00f5es em diferentes pa\u00edses.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>Novo olhar<\/strong><\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Nas \u00faltimas sete d\u00e9cadas, o ACNUR tem trabalhado com pa\u00edses de todo o mundo para ajudar as pessoas deslocadas a encontrar prote\u00e7\u00e3o e reconstruir suas vidas. Ao longo deste caminho, reuniu mais de 100 mil fotografias que mostram, em diferentes momentos e lugares, o que realmente significa ser for\u00e7ado a deixar tudo para tr\u00e1s em busca de prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para dar um pouco mais de vida a essa hist\u00f3ria, o ACNUR se associou \u00e0 artista brasileira Marina Amaral para dar ao p\u00fablico a oportunidade de ver o passado com um novo olhar, por meio da coloriza\u00e7\u00e3o de fotos. Considerando o poder da cor em \u201cinfluenciar e mudar nossas emo\u00e7\u00f5es\u201d, Marina trabalhou com uma pequena sele\u00e7\u00e3o de fotos que s\u00e3o, alternadamente, alegres, pungentes, edificantes e comoventes.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">\u201cCom n\u00fameros cada vez maiores de pessoas refugiadas e deslocadas internamente ao redor do mundo, \u00e9 fundamental refor\u00e7ar a mensagem de que todas elas t\u00eam direito \u00e0 prote\u00e7\u00e3o e a uma oportunidade para recome\u00e7ar. As fotos colorizadas por Marina Amaral mostram que a sociedade, como um todo, deve prover prote\u00e7\u00e3o, seguran\u00e7a, solidariedade e solu\u00e7\u00f5es para as pessoas refugiadas, a qualquer tempo e em qualquer lugar\u201d, afirma o representante do ACNUR no Brasil, Jose Egas.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Vivendo atualmente em Belo Horizonte, Marina afirma que seu trabalho n\u00e3o \u00e9 apenas colorir fotos, mas tamb\u00e9m contar hist\u00f3rias. \u201cGosto de pensar que o meu trabalho \u00e9 a porta de entrada para que pessoas se aprofundem ainda mais nas hist\u00f3rias que escolho contar. Junto a isso, sei do poder das cores no c\u00e9rebro humano: ao transformar uma foto que era preto e branco em colorida, abre-se a possibilidade de nos identificarmos e nos conectarmos verdadeiramente com o que estamos vendo retratado, porque aquilo se torna mais pr\u00f3ximo e parecido com a nossa realidade\u201d, afirma a artista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\">Para ela, ao colorir fotos em preto e branco, seu trabalho permite \u201cnos colocar no lugar daquela pessoa, ou daquele contexto, e diminuir a sensa\u00e7\u00e3o de estarmos diante de algo distante ou abstrato\u201d. \u201cProjetos como \u2018A Cor da Fuga\u2019 d\u00e3o ainda mais for\u00e7a para esse sentimento, pois a hist\u00f3ria das pessoas refugiadas (que, na verdade, s\u00e3o muitas) n\u00e3o acaba quando fechamos um livro de hist\u00f3ria. Ela est\u00e1 acontecendo agora\u201d, afirma a artista.<\/p>\n<p style=\"font-weight: 400;\"><strong>\u201cKarat\u00ea Kid\u201d<\/strong>\u00a0\u2013 Uma das fotos colorizadas por Marina Amaral retrata um grupo de crian\u00e7as refugiadas do Laos em Buenos Aires, na Argentina, em 1983. Quase 40 anos ap\u00f3s este registro, o ACNUR conseguiu contactar Kykeo Kabsuvan, o garoto que aparece na foto fazendo uma pose de carateca. Saiba mais sobre a hist\u00f3ria de Kykeo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2022\/06\/08\/conheca-kykeo-o-karate-kid-que-e-mais-argentino-que-doce-de-leite\/\" data-saferedirecturl=\"https:\/\/www.google.com\/url?q=https:\/\/www.acnur.org\/portugues\/2022\/06\/08\/conheca-kykeo-o-karate-kid-que-e-mais-argentino-que-doce-de-leite\/&amp;source=gmail&amp;ust=1655402786499000&amp;usg=AOvVaw1MWE1yFBMrvZJFV1JgRkxi\">nesta p\u00e1gina<\/a>. Ele segue vivendo na Argentina, onde constituiu fam\u00edlia, d\u00e1 aulas de carat\u00ea e se considera \u201cmais argentino que doce de leite\u201d.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>BS_Labirinto M\u00e1gico &#8211; Foto Andr\u00e9 Usagi. 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