{"id":971,"date":"2022-09-27T15:39:45","date_gmt":"2022-09-27T18:39:45","guid":{"rendered":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/?p=971"},"modified":"2022-09-27T16:30:45","modified_gmt":"2022-09-27T19:30:45","slug":"do-bonfim-a-guaicurus-rede-oblata-celebra-40-anos-de-dialogos-pela-liberdade","status":"publish","type":"post","link":"http:\/\/folhaminasgerais.com.br\/index.php\/2022\/09\/27\/do-bonfim-a-guaicurus-rede-oblata-celebra-40-anos-de-dialogos-pela-liberdade\/","title":{"rendered":"Do Bonfim \u00e0 Guaicurus: Rede Oblata celebra 40 anos de Di\u00e1logos pela Liberdade"},"content":{"rendered":"<p><strong>Cr\u00e9dito: divulga\u00e7\u00e3o.<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>A Rede Oblata trabalha para tornar mais justo e menos vulner\u00e1vel o caminho de mulheres em contextos de prostitui\u00e7\u00e3o e vulnerabilidade social<\/em><\/strong><\/p>\n<p>O trabalho da Unidade Di\u00e1logos pela Liberdade, obra social da Rede Oblata na capital mineira, teve in\u00edcio como Pastoral da Mulher, em 1982, quando se sensibilizaram com a situa\u00e7\u00e3o das mulheres em contexto de prostitui\u00e7\u00e3o nos bairros Lagoinha e Bonfim, regi\u00e3o de acentuada concentra\u00e7\u00e3o de prost\u00edbulos na \u00e9poca.<\/p>\n<p>A unidade coordenada pelo Instituto das Irm\u00e3s Oblatas do Sant\u00edssimo Redentor, acompanhou o desenvolvimento da cidade de Belo Horizonte. Com a revitaliza\u00e7\u00e3o do bairro do Bonfim, a prostitui\u00e7\u00e3o migrou para o centro, na regi\u00e3o da chamada Zona Guaicurus e redondezas. Acompanhando essa migra\u00e7\u00e3o, no ano 2000, a Pastoral da Mulher adquire um novo espa\u00e7o, no eixo central da prostitui\u00e7\u00e3o de BH e, posteriormente, fixa sua sede entre a rua Santos Dumont, 664 e a Rua Guaicurus, 669 \u2013 atual endere\u00e7o. Assim, se fazem presentes e pr\u00f3ximas, disponibilizando um espa\u00e7o que foi \u201cbatizado\u201d pelas mulheres assistidas de \u201cCantinho da Paz\u201d.<\/p>\n<p>O trabalho \u00e9 baseado em uma proposta pedag\u00f3gica que contempla etapas adaptadas \u00e0 realidade de cada mulher, de forma libertadora e resiliente. O acolhimento sempre foi um tra\u00e7o das Oblatas no relacionamento com o p\u00fablico atendido. Miriam de Paula Fagundes foi testemunha da receptividade das religiosas. \u201cConheci a pastoral mais ou menos h\u00e1 uns 20 anos. No princ\u00edpio achei muito estranho, porque n\u00e3o me sentia merecedora do abra\u00e7o de uma irm\u00e3 de caridade. Me emociono ao falar da Pastoral. Quando fui encontrada, estava em um momento lastim\u00e1vel de sa\u00fade. Nasci de novo como pessoa\u201d, diz emocionada.<\/p>\n<p>Para ampliar seu alcance, expressar sua filosofia e modo de atuar, o projeto de miss\u00e3o passou a se chamar Di\u00e1logos pela Liberdade, consolidando sua marca em 2016. Para dialogar nesse complexo contexto, realizam visitas aos hot\u00e9is de prostitui\u00e7\u00e3o, levando materiais socioeducativos e convidando as mulheres para participarem das atividades oferecidas em sua sede. Existe um processo de forma\u00e7\u00e3o para preparar as equipes que v\u00e3o entrar nos ambientes prostitucionais, a fim de que o objetivo seja cumprido com um olhar emp\u00e1tico, profissionalismo e pautado no carisma Oblata.<\/p>\n<p>\u201cPrimeiro, fizemos um estudo com reportagens sobre prostitui\u00e7\u00e3o. Depois, nos dividimos em grupos e fomos para as ruas. A gente falava que era da par\u00f3quia e tinha grupos de reflex\u00e3o. Aos poucos fomos criando v\u00ednculos com algumas mulheres e trazendo-as para o projeto. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 despert\u00e1-las para novos pontos de vista, proporcionando uma an\u00e1lise sobre suas condi\u00e7\u00f5es de vida e oferecendo uma perspectiva sobre novas possibilidades\u201d, relata Irm\u00e3 Ivoni Grando &#8211; OSR, que atuou como coordenadora da unidade em Belo Horizonte.<\/p>\n<p>Nesses 40 anos de atua\u00e7\u00e3o em defesa dos direitos humanos das mulheres, em uma din\u00e2mica de escuta ativa e pautadas em uma espiritualidade hol\u00edstica, Di\u00e1logos pela Liberdade diversificou e evoluiu na sua acolhida, investindo em pr\u00e1ticas integrativas, apoio psicol\u00f3gico e jur\u00eddico, rodas de conversa e forma\u00e7\u00f5es gratuitas para as assistidas.<\/p>\n<p>Para a Irm\u00e3 Analita Albani, coordenadora provincial Oblata, o momento \u00e9 de celebrar e agradecer. \u201cA celebra\u00e7\u00e3o dos 40 anos do projeto em Belo Horizonte integra a comemora\u00e7\u00e3o do bicenten\u00e1rio do nascimento da Madre Antonia. Ela, certamente, tamb\u00e9m se alegra conosco! Esses 40 anos foram marcados por muitos momentos de alegrias acompanhados, sem d\u00favida, de fortes experi\u00eancias de dor e, \u00e0s vezes, de frustra\u00e7\u00e3o. E assim \u00e9 a vida! O importante \u00e9 permanecer no amor e perseverantes na f\u00e9, certas de que sempre que confiamos, o Senhor caminha conosco e nos indica o caminho mais adequado para cada tempo\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u00c9 importante ressaltar que a Organiza\u00e7\u00e3o atua em conjunto com a rede socioassistencial, em busca de um atendimento mais humanizado para as mulheres. Na sensibiliza\u00e7\u00e3o social, conecta-se com os Conselhos da Mulher e de Assist\u00eancia Social, coletivos, pastorais, movimentos populares e outras institui\u00e7\u00f5es religiosas, desenvolvendo palestras, semin\u00e1rios e conte\u00fados informativos, distribu\u00eddos de forma presencial e digital.<\/p>\n<p>A celebra\u00e7\u00e3o do anivers\u00e1rio aconteceu no dia 24 de agosto, na sede da unidade, com a presen\u00e7a das Irm\u00e3s Oblatas, mulheres assistidas, volunt\u00e1rias e volunt\u00e1rios e parcerias que fazem parte dessa hist\u00f3ria. Estiveram presentes representantes do Hospital Sofia Feldman, do Conselho da Mulher, pesquisadores da PUC Minas, Nanda Soares (Conectidea), o quadrinista Hilton Rocha, seminaristas Jesu\u00edtas, Padre J\u00falio, Jerusa Drumond (Procuradora do Estado de Minas Gerais) e Irm\u00e3s da Congrega\u00e7\u00e3o Filhas de Jesus.<\/p>\n<p>De forma virtual, aconteceu uma intera\u00e7\u00e3o com as comunidades Oblatas, com falas da Ir. Alejandra (Espanha) e de outras unidades da Prov\u00edncia Sant\u00edssimo Redentor, incluindo Brasil, Argentina e Angola; Irm\u00e3o Wander (Rede Um Grito pela Vida) e Jos\u00e9 Manuel Uriol, que prestou homenagem e relembrou sua caminhada quando atuou como coordenador na unidade.<\/p>\n<p>Com implica\u00e7\u00e3o prof\u00e9tica e solidariedade real, a Rede Oblata, por meio de seus projetos de miss\u00e3o no Brasil, trabalham para tornar mais justo e menos vulner\u00e1vel o caminho de mulheres em contextos de prostitui\u00e7\u00e3o ou v\u00edtimas do tr\u00e1fico para fins de explora\u00e7\u00e3o sexual, atuando diretamente na redu\u00e7\u00e3o de danos, sensibiliza\u00e7\u00e3o da sociedade e defesa dos seus direitos humanos. \u00c9 um passo a passo na jornada com as mulheres assistidas, que s\u00e3o apoiadas e incentivadas no resgate de sua cidadania, fortalecimento da autoestima e empoderamento por meio do conhecimento sobre as quest\u00f5es sociais, de g\u00eanero, sa\u00fade e trabalho.<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Cr\u00e9dito: divulga\u00e7\u00e3o. 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